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Laurence Para Sempre - Crítica de Imprensa Internacional
Laurence Para Sempre - Crítica de Imprensa Internacional

No cinema falsamente superficial de Dolan há um duplo impulso: um estilo ruidoso e uma distância irónica (...) que formam uma vizinhança discordante e sempre em ruptura. Os seus filmes lembram uma boca com lábios pintados de vermelho, de onde jorram cruéis verdades sobre o amor, os sentimentos e a dificuldade de viver.
Jean - Philippe Tessé , CAHIERS DU CINÉMA


O filme que daqui resulta é um monstro desconcertante. De um lado, a fúria barroca (...). Do outro, um bom e velho melodrama familiar que está à altura do cânone: primado do romanesco, exposição límpida do conflito, respeito pelo fio narrativo, diálogos apurados, cenas de coragem patéticas.
Jacques Mandelbaum, LE MONDE


Com LAURENCE PARA SEMPRE, o jovem realizador do Québec Xavier Dolan arrisca-se a surpreender aqueles que viram os seus dois primeiros filmes (“J’ai Tué Ma Mère” e “Amores Imaginários”). LAURENCE PARA SEMPRE é, para nós, o seu melhor.
[...] O seu gosto por cores vivas dá à mais pequena cena uma estilização procurada e
desejável: a do glamour hollywoodiano. Os seus excessos de juventude e a sua megalomania encontram aqui um sentido, na sua obstinação de querer, a qualquer preço, reunir dois seres humanos que não podem ser unidos. [...] No fundo, Dolan regressa a um certo cinema, o de um período um pouco incerto na Hollywood do início dos anos 70, presa entre o fim do classicismo e o início da modernidade (...). Ele restitui a este género um pouco menor uma certa juventude e novidade.
Jean - Baptiste  Morain , LES  INROCKUPTIBLES