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Da Eternidade de Roy Andersson em antestreia na Cinemateca

Em Outubro, a Cinemateca Portuguesa dá a descobrir o universo do realizador sueco Roy Andersson, na retrospectiva “Vocês, que vivem – Os filmes de Roy Andersson”. 

A Cinemateca Portuguesa, em parceria com a Alambique, dá a descobrir o universo do realizador sueco Roy Andersson, na retrospectiva “Vocês, que vivem – Os filmes de Roy Andersson”, com a projecção de seis longas-metragens, incluindo o seu filme mais recente Da Eternidade, e uma sessão de cinco curtas-metragens do cineasta, entre 1 e 9 de Outubro.

Nascido na Suécia em 1943, Roy Andersson realizou a sua primeira longa-metragem em 1970, Uma História De Amor Sueca, ode à liberdade e ao idealismo adolescente muito sintonizada com o zeitgeist do final dos anos 60, que se tornou num enorme sucesso de público na Suécia e fora. O fracasso comercial e crítico de Giliap, o seu segundo filme, ditou o seu afastamento voluntário do cinema, período em que começou uma carreira pioneira como realizador publicitário, e fundou a Studio 24, em Estocolmo, a fim de produzir e fazer em liberdade total os seus filmes. Foi nessa altura que desenvolveu o seu estilo único de filmar, caracterizado por longos planos imóveis e quadros meticulosamente concebidos, comédia absurdista a par de uma humanidade essencial.

Em 2000, iniciou a Trilogia dos Vivos, com Canções Do Segundo Andar - Prémio Especial do Júri no Festival de Cannes, seguido em 2007 por Tu Que Vives, também exibido em Cannes. Em 2009, Roy Andersson foi distinguido por uma exposição no Museu de Arte Moderna de Nova Iorque, mostrando não apenas a sua obra cinematográfica integral, mas também vários dos seus anúncios. Um Pombo Pousou Num Ramo A Reflectir Na Existência, a sua quinta longa metragem é o último capítulo da trilogia, que levou 15 anos a fazer.

Em 2019 recebeu o Leão de Prata de Melhor Realizador no Festival de Veneza para o seu último filme, Da Eternidade, que abre a retrospectiva em antestreia nacional a 1 de Outubro e cuja estreia está marcada nos cinemas a 15 de Outubro.

Em Da Eternidade, Roy Andersson continua a sua exploração da existência humana com uma reflexão sobre a vida, a sua beleza e crueldade, o seu esplendor e a sua banalidade. O realizador convida o espectador a deambular em vários quadros, como que num sonho: um casal flutua sobre uma Colónia devastada pela guerra; a caminho de uma festa de aniversário, um pai pára à chuva para apertar os atacadores dos sapatos da filha; raparigas adolescentes dançam à porta de um café; um exército derrotado marcha para um campo de prisioneiros de guerra.

Consulte o programa completo da retrospectiva aqui: https://www.cinemateca.pt/CinematecaSite/media/Documentos/outubro_2020.pdf

16-09-2020