O filme é sobre pessoas e caves e o que as pessoas fazem nas suas caves, no seu tempo livre. O filme é sobre obsessões. O filme é sobre música de fanfarra e árias de ópera, sobre mobília cara e piadas machistas baratas, sobre sexualidade e tiro, actividade física e fascismo, chicotes e bonecas.
CPH:DOX - Selecção Oficial
Festival IndieLisboa - Selecção Oficial
Seidl é um curioso, um observador compulsivo que tem nos subúrbios da Áustria um dos seus cenários favoritos. (...) Ficamos sempre na dúvida: onde começa e acaba a realidade, quanto do que vemos poderá ou não ser ficção? - Jornal i
O que as pessoas guardam na cave, frequentemente, revela mais acerca delas do que uma pessoa gostaria de saber, opina IM KELLER. Esta última e ultrajante oferenda vem de Ulrich Seidl, o cronista da alma católica austríaca, cuja trilogia ficcional PARADIES (LIEBE [AMOR], GLAUBE [FÉ] E HOFFNUNG [ESPERANÇA]), literalmente, pôs tudo a nu. Com um prato a abarrotar de corpos obesos, disformes e frequentemente nus, envolvidos em actos indescritíveis, este documentário não desapontará os seus entusiastas. - The Hollywood Reporter
Trabalhando, pela primeira vez, com o brilhante director de fotografia Martin Gschlacht – mais conhecido pelo seu trabalho igualmente geométrico com a compatriota Jessica Hausner – Seidl encontrou o concretizador criativo ideal para a sua visão. A escuridão cuidadosamente calibrada dos esquemas de iluminação de Gschlacht e a acuidade do seu enquadramento aparentemente feito com pinças sugere, frequentemente, mais acerca destes “personagens” do que eles estão dispostos a dizer sobre si próprios. - Variety
O realizador austríaco Ulrich Seidl é um mestre do realismo cruel, um observador impassível do lado mais sórdido da natureza humana. O título do seu último filme – um regresso ao formato documentário dos primeiros – sugere mais uma viagem às profundezas, especialmente à luz da notoriedade que determinadas caves austríacas alcançaram nos últimos anos. (…) IM KELLER acaba por ser um filme de fascínio irónico, uma viagem irresistivelmente estranha a um espaço doméstico onde desejos reprimidos são representados e onde tabus sociais e políticos têm rédea solta. - Screen Daily
