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Canções do Segundo Andar
um filme de Roy Andersson
Estreia: 25-06-2015
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Num fim de tarde, algures no nosso hemisfério, tem lugar uma estranha série de acontecimentos ilógicos: um amanuense é despedido de modo degradante; um imigrante perdido é atacado violentamente numa rua movimentada; um ilusionista comete um erro no seu número... Pelo meio de toda esta loucura, há uma pessoa que se destaca: Karl, coberto pela fuligem do incêndio que ateou para destruir a sua loja de mobiliário e ficar com o dinheiro do seguro. O sono não vem calmamente esta noite aos cidadãos desta cidade.


No dia seguinte, os sinais do caos começam a instalar-se, com a loucura a manifestar-se num conselho de administração, e a própria cidade estrangulada por um engarrafamento terrível.


Com o novo milénio a tecer a sua teia e a criar um enorme colapso mental, Karl torna-se gradualmente consciente do absurdo do mundo, e compreende como é difícil ser humano...


Com

Lars NordhStefan Larsson e Bengt C.W. Carlsson

Info
Título Original: Songs From The Second Floor
Género: Comédia
País: Suécia
Duração: 98'
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Festivais e Prémios

Prémio do Júri - Festival de Cannes

Notas da Crítica

Canções do Segundo Andar saiu da edição de 2000 do Festival de Cannes com o Grande Prémio do Júri. Deixou a sensação de ali se ter descoberto, ou redescoberto, um autor singular, sui generis, desenhando pequenas histórias do quotidiano levadas ao limite do surreal, algures entre o burlesco em câmara lenta de Jacques Tati, o absurdo seco dos Monty Python e o existencialismo austero de Dreyer ou Bergman, à sombra do poeta peruano César Vallejo (1892-1938), cuja obra servia simultaneamente de mote e referência. - Público


Ao mesmo tempo malevolamente divertido e profundamente perturbante, o poema tonal seco e apocalíptico de Andertsson conjura uma visão requintadamente hermética da humanidade em direcção ao seu final. - Time Out New York


Uma comédia deliciosamente absurda sobre uma cidade que se desintegra sob os nossos olhos. - The Hollywood Reporter


Uma bizarria genuinamente fascinante - Time Out London


Andersson tem algo de Woody Allen e Terry Gilliam, mas com estirpes de anarquia e melancolia que são só suas. Este é um filme que vai testar a paciência dos amadores, mas espantar todos os outros. Haverá quem o veja como um ovo podre de estranheza – mas mesmo aí é um ovo Fabergé. - The Guardian