Filipe Duarte, João Perry e Maria João Pinho
Uma noite, Hugo, um funcionário no Terreiro do Paço, está sentado nas escadas do ministério onde trabalha. Não consegue voltar a casa. Hugo lembra-se da reunião em que António, seu superior no ministério, lhe falou de como temia a proximidade da morte. E como parecera querer dizer algo sobre a vida do próprio Hugo.As imagens de uns misteriosos filmes de 8 milímetros estãosempre a voltar ao seu espírito. Encontrou-os em casa de António depois deste ter falecido.
Agora, o desejo de Hugo em adivinhar o que teria ficado por dizer entre os dois traz-lhe outras memórias do passado.
Inesperadamente, recorda a mulher que amou, Adriana, reencontrando de novo o sentimento duma vida não vivida.
Festival de Roma - Selecção Oficial
Festival de Roterdão - Selecção Oficial
Uma obra prodigiosa, de uma assombrosa beleza - A.M.Seabra, Ipsílon
Vítor Gonçalves traz-nos um filme requintado e mágico sobre um homem mergulhado em solidão - Jorge Leitão Ramos, Expresso
Através de uma subtil composição de Filipe Duarte, descobrimos um português errante num cenário lisboeta marcado pelos desencantos do nosso presente - um filme enigmático e intimista, esculpindo o visível para nos fazer pressentir o invisível. - João Lopes, Diário de Notícias
Uma obra forte e tocante, uma experiência (...) O muito aguardado regresso ao cinema de um dos realizadores mais talentosos e promissores dos anos 80. - Luís Salvado, Time Out
